Capela do Palácio dos Governadores

CAPELA DO PALÁCIO DOS GOVERNADORES

   Desde o século XIV, o termo capela é atribuído a pequenas igrejas públicas, consagradas à Virgem Maria ou a santos apresentando um altar e sem pias batismais. Quando era unida a uma casa, um colégio, uma residência ou a uma instituição pública a capela era um oratório e um local de culto, frequentada também pelos moradores das redondezas. Em 1616, a primeira capela do Pará foi construída com a chegada dos portugueses. Era uma ermida em honra à Nossa Senhora das Graças erguida no interior do Forte do Presépio.

   Em 1772, a capela do Palácio dos Governadores foi inaugurada. Ela era usada pelos residentes do prédio: o Capitão-Geral e sua família que assistiam aos serviços religiosos nas tribunas existentes no primeiro andar, às vezes, acompanhados por altos funcionários da capitania e por convidados. Esta capela era, algumas vezes, aberta ao povo (escravos e índios) que utilizava o pavimento térreo junto com os servidores do prédio (soldados, homens livres, entre outros).

    Em 1890, foi desativada e transformada na Tesouraria da Fazenda. Com as inúmeras intervenções feitas no Palácio, sua localização original foi perdida. Em 1974, na cerimônia de reintegração da capela do Palácio ao culto católico, o Arcebispo Metropolitano de Belém, D. Alberto Gaudêncio Ramos, a incluiu na categoria de oratório, pois estava destinada, principalmente, a uma comunidade de fiéis.

    Em 08 de setembro de 1793, o governador Francisco de Souza Coutinho mandou realizar missa na capela do palácio em agradecimento ao milagre de cura que atribuía à Virgem de Nazaré. Em agradecimento, o governador prometeu conduzir um círio pelas ruas de Belém em uma procissão entre o Palácio dos Governadores e a pequena ermida na qual se conserva a imagem da Virgem. Configurando-se como o primeiro Círio de Nazaré.

    A capela foi atribuída a Nossa Senhora da Graça, já que não se descobriu o santo ou a santa aos quais a capela havia sido dedicada. Atualmente a capela do Palácio pode ser utilizada para realização de pequenos ritos litúrgicos ou atividades culturais que dialoguem com sua identidade.

 

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